Nasceu! Como devem ser as primeiras horas de vida do seu bebê!

E depois de falar sobre o parto nos posts anteriores, chegou a hora de falar sobre os procedimentos realizados no recém-nascido. É uma coisa que ninguém se questiona, mas é preciso! De novo, precisamos nos informar e garantir um nascimento respeitoso aos nossos bebês. Mas quais procedimentos são esses? Por que são desnecessários? Vamos lá!

1) golden hour – contato pele a pele. O bebê que nasceu saudável deve ser colocado no colo da mãe imediatamente após o nascimento, independente da via de parto. É muito importante que tenha o contato pele a pele e seja amamentado nesse primeiro momento que também é conhecido como “golden hour”. A primeira hora de vida pode determinar, por exemplo, qual a probabilidade de ocorrer morte neonatal (ou seja, nos primeiros 28 dias de vida). Um estudo realizado na Austrália mostra que esse risco pode ser reduzido em 22% só com o aleitamento materno logo após o nascimento. Esse contato pele a pele e amamentação tem benefícios para a mãe também porque a liberação do hormônio ocitocina ocorre mais rapidamente, o que auxilia na prevenção de hemorragia uterina. A proximidade com bebê também diminui as chances de depressão pós parto. Para o bebê, os benefícios são inúmeros além da citada diminuição do risco de morte neonatal: a respiração é estabilizada, a oxigenação melhora, os hormônios do estresse são reduzidos e a temperatura corporal é regulada. E não podemos esquecer de que quando o bebê é mantido com a mãe e não vai para o berçário, as chances de ele receber formula láctea diminuem drasticamente promovendo a amamentação exclusiva com leite materno.

2) clampeamento tardio do cordão umbilical. O cordão umbilical é responsável por unir o bebê à mãe e, por meio dele, o pequeno recebe sangue, oxigênio e nutrientes necessários para se desenvolver. Uma boa imunidade e estoque de ferro são garantidos ao bebê ao esperar o cordão parar de pulsar. Segundo a Organização Mundial de Saúde, essa espera, que é de 1 a 3 minutos, diminui em 61% a ocorrência de anemia neonatal.

E tem mais! Se o bebê recebe oxigênio através do cordão, quando ele sai do útero e o cordão continua pulsando, ele começa a respirar pelo pulmão mas continua recebendo o oxigênio pelo cordão! Faz todo o sentido, certo?

Na cesárea, o cordão para de pulsar antes, mas ainda assim pode-se aguardar um pouco.

Vale ressaltar que há situações em que o clampeamento tardio não é recomendado, como em casos em que a mãe tem diabetes gestacional, ou alterações sanguíneas importantes.

3) colírio de nitrato de prata. Infelizmente, o uso do colírio é lei. Pra quê ele serve? Para prevenir a conjuntivite gonocócica, causada pela bactéria Gonococo, que pode ser transmitida através do contato com a vagina de uma mulher com gonorreia.

Ok, se o risco é quando a mulher tem gonorreia, por que é aplicado em todos os bebês? Pois é. Por causa do bendito protocolo. Isso se iniciou porque as mulheres tinham (e em alguns lugares ainda tem) um acompanhamento de pré natal precário e não era identificado se tinham gonorreia ou não, e para não contaminar o bebê, passou-se a aplicar em todos.

Mas qual o problema em aplicá-lo? Ele pode causar reação nos olhos do bebê que acabou de nascer e são extremamente frágeis. Causa a chamada conjuntivite química. Conheço bebês que tiveram e é péssimo, além de arder os olhinhos deles. (Busquem no Google se quiserem ver imagens, eu não gosto de compartilhar imagens ruins).

Você pode recusar? SIM! Peça para o seu médico um pedido de exame de gonorreia e clamidia. Leve o exame negativo e assine um termo de responsabilidade para que não seja feita a aplicação. (Pode ser que em algumas maternidades isso não seja possível, mas vale a pena se informar antes. A conjuntivite química judia muito dos pequenos!).

4) vitamina K. É aplicada para evitar hemorragias no bebê. Alguns pais escolhem pela vitamina K via oral para o recém-nascido não levar mais um picada. Deve-se avaliar essa opção junto ao pediatra, pois a porcentagem de eficácia é diferente. Porém, mesmo que a opção seja a injeção pode-se aguardar para aplicar depois do contato pele a pele e a amamentação. Não é necessário aplicar nos primeiros minutos de vida. Assim como a vacina de hepatite B que também pode ser aplicada momentos depois. E o ideal é que seja feito com o bebê no colo da mãe.

5) aspiração das vias aéreas. Aspira-se as vias aéreas para sugar o líquido amniótico. Mas na grande maioria das vezes, esse procedimento é desnecessário pois esse líquido é absorvido e expelido de forma fisiológica. É um procedimento doloroso e incômodo que geralmente é realizado assim que o bebê nasce. Essa será a primeira experiência oral dele, as chances de rejeitar a amamentação são grandes após esse pequeno trauma. Mais um procedimento realizado por causa do amiguinho (que é mais inimigo) protocolo.

6) remoção do vérnix caseoso. Não há a menor necessidade de “limpar” o bebê que nasce coberto de vérnix. Muito pelo contrário! É a proteção da pele do bebê que acabou de nascer e está exposto a esse mundão.

O vérnix é um material gorduroso branco, que é formado pelo acúmulo de secreção das glândulas sebáceas e inclui células epiteliais e lanugem, que recobrem a pele ao nascimento. Esse material pode estar presente sob a forma de uma camada muito fina ou muito espessa e que normalmente desaparece sozinho em torno de 24 horas. Em poucas horas depois do nascimento podemos perceber a pele do bebê sem a camada protetora. Em geral bebês mais maduros, com mais de 40 semanas apresentam menos vernix. Já os mais prematuros costumam nascer protegidos pela substância.

Motivos para não removê-lo: hidratação, barreira natural contra possíveis infecções, auxilia na formação do manto ácido, possui propriedades regenerativas.

Qual a recomendação? Segundo a Organização Mundial de Saúde, o vérnix não deve ser removido imediatamente após o nascimento. É recomendado aguardar, pelo menos, 6 horas para dar o primeiro banho. Muitos pais assinam um termo ou escrevem no plano de parto (documento no qual você escreve suas exigências para o parto) que querem que o primeiro banho seja dado somente no dia seguinte ao nascimento. Observação: não é recomendado deixar o vérnix por mais de 24h pelo risco de infecção e alergia por causa da alta umidade. E em alguns casos específicos a remoção imediata é recomendada (mães com HIV, história de infecções prévias e perinatais, e também em casos de líquido amniótico meconial ou fétido).

Vamos resumir e comparar?

Nascimento rotineiro nas maternidades do Brasil:

O bebê nasce, o cordão é cortado imediatamente (perde-se fluxo sanguíneo, ferro e nutrientes), corre para aplicar o colírio (arde o olho e causa conjuntivite química), aspira (primeira experiência oral traumática), mede, pesa, picada de vitamina K, picada de vacina de hepatite B, esfrega para “limpar” a sujeira, coloca a touca e embrulha para encostar na testa da mãe antes de ser levado para o berçário e ingerir formula láctea e ficar perdido sozinho longe da mãe. Legal, né? Só que não. Só que não mesmoooo.

Nascimento respeitoso e humanizado:

O bebê nasce, é colocado no colo da mãe e é feito o contato pele a pele. Ele a reconhece e instintivamente mama. A primeira avaliação é feita ali mesmo. Só depois de 1 a 3 minutos o cordão é clampeado. Vitamina K é aplicada com o bebê no colo, a vacina também (depois de aguardar um bom tempo). Não tem aspiração desnecessária, não tem colírio, não tem nenhum desconforto além de ter saído do útero quentinho. Não tem leite artificial. Não tem solidão. Não tem dor. Tem respeito!

E com essas informações, vamos lutar por um nascimento cheio de amor aos bebês que já encaram o maior desafio de todos: nascer!

Beijo da Cá!

Fonte:

http://vilamamifera.com/olharmamifero/5-razoes-para-voce-nao-tirar-o-vernix-do-seu-bebe-vernix-nao-e-sujeira-e-protecao/

https://bebe.abril.com.br/parto-e-pos-parto/beneficios-do-corte-tardio-do-cordao-umbilical/amp/

https://saude.abril.com.br/familia/como-deveriam-ser-as-primeiras-horas-do-recem-nascido/amp/

http://www.doulaaquemdoer.com.br/intervencoes-desnecessarias-no-recem-nascido/

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Violência obstétrica – relato de Thais Chen

Sabe porque precisamos lutar para disseminar informações sobre o que é violência obstétrica? Para que outras mulheres não passem pelo que a minha mãe passou, pelo que a Thais Chen passou e pelo que tantas outras mulheres passaram e passam. O texto é triste. Mas é importante para termos consciência do quão errado é tudo isso.

Relato de parto da Thais Chen.


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Eu tinha 22 anos quando engravidei pela primeira vez. Aos 4 meses descobri que, por um erro contratual do meu plano de saúde, eu não teria cobertura para o parto. Fui acompanhada durante o pré natal por um médico amigo da família. Ele gentilmente sugeriu para agendarmos uma cesárea numa quarta-feira que seria o plantão de uma colega dele no Miguel Couto caso eu não quisesse ser atendida por desconhecidos. Mas pra mim, parir era uma coisa tão natural, não me passava pela minha cabeça fazer uma cirurgia ainda mais por um motivo ridículo desse. Não deveria existir nenhum mistério, algo que eu precisasse muito saber, afinal milhares de mulheres pariam no SUS diariamente, era uma coisa fisiológica. Comigo não seria diferente, tudo correria bem. Me preparei psicologicamente para a tal “dor insuportável”, meu marido sempre me incentivou e reforçava aquilo que eu já sabia: que eu era capaz. Então dia 11/09/2004 entrei em tp. Não era quarta, que pena mas “ok, posso parir em qualquer lugar” pensei. Passei o sábado no trabalho sentindo cólicas que ganhavam ritmo. Fomos numa despedida de um amigo que iria morar fora do Brasil. As cólicas viraram contrações dolorosas. Fomos pra casa da minha sogra e ficamos jogando baralho pra desviar o foco da dor. Fomos pra casa, tentei dormir mas a dor já não deixava. De madrugada levantei, fui tomar banho e depilar a pepeca pois lembrei que “era obrigada a depilação total”. Com contrações e pouca visibilidade rsrs foi difícil mas com ajuda de um espelho consegui. “Amor pega a bolsa e vamos”. Eu estava muito tranquila e serena apesar da dor intensa. Relembrava tudo que eu e meu marido tínhamos conversado durante a gestação e procurava me manter no controle. Tinha convicção de que não seria esse terror todo que falavam e estava feliz porque finamente chegou o dia de conhecer meu filho. Foi quando cheguei na maternidade e tudo mudou.

Meu marido aguardou na recepção enquanto entrei para ser examinada. As residentes conversavam entre si “Essa aí não vai ficar! Duvido” se referindo a mim como se eu não estivesse ali, como se eu não fosse ser internada pelo fato de eu estar tão calma, então eu não deveria estar em tp. Uma me deu o toque “vai ficar sim! 2 pra 3!” Fez cara de surpresa pra outra que também me tocou para confirmar o que a primeira dissera. Enquanto elas debatiam se iam ou não me internar, outra parturiente chegava na triagem e eu ouvi outra residente gritar “ah não acredito que você veio com essa xereca assim! Eu que vou ter que te depilar?”. Eu queria sumir dali, ir embora correndo. Mas embora pra onde? Qualquer lugar que eu fosse seria esse nível, eu só tinha o SUS como opção e já estava em franco trabalho de parto. Talvez fosse melhor eu manter a serenidade, me concentrar no meu filho, tentar ser “amiga” delas pra quem sabe elas me darem um tratamento melhor. “Você vai subir. Tira a roupa, aliança, brincos e veste isso aqui”. Me deram uma camisola daquelas de bunda de fora, eu vesti, abri uma fresta na porta e por lá entreguei meus pertences ao meu marido. “Vou ser internada amor” Ele me deu um olhar solidário, me beijou, carinhou meu rosto “vai ficar tudo bem” e eu fechei a porta (a lei do acompanhante só veio no ano seguinte, mas até hoje, 13 anos depois de seu vigor, muitas maternidades ainda proíbem a entrada). Parecia que eu tinha entrado num campo de refugiados, de concentração de guerra. Que solidão, quanta falta de empatia, que medo do que estaria por vir! Era um corredor bem comprido com varias divisórias que cabiam somente uma maca. Muitas mulheres chorando, implorando por atendimento, gritando que iam morrer, amedrontadas e abandonadas. “Na hora de dar vocês não gritaram!”

Eu ficava em pé, na porta do meu box, assistindo todo aquele terror, assustada, com vontade de chorar. “Será que vai chegar essa hora que a dor vai ficar tão insuportável que vou achar que vou morrer? Será que vão vir me socorrer? Talvez tivesse sido melhor aceitar a cesárea.” Me controlava, conversava com meu filho e com Deus “já vai acabar, nós já vamos sair daqui, juntos!”, falava comigo mesma “você não pode fraquejar agora, não deixe a dor te dominar, você está no comando”. Veio uma enfermeira lixando as unhas “tá nervosa fofinha? Você não pode ficar aqui em pé não, tem que ficar ali deitada”. Deitada a dor intensificava ainda mais, mas não me via em condições de rebater, tinha medo de represálias e de ser ainda mais maltratada, temia pelo meu filho. Sentia fome e sede. Passei o resto da madrugada recebendo toques de diferente lá profissionais. E obrigada a ficar deitada, ouvia os gritos e gemidos as outras e ecoarem na minha cabeça. Amanheceu, trocou o plantão. Deixaram minha sogra subir (acompanhante só mulher). Médico me examinou, residente também. “Vamos colocar um sorinho para acelerar isso”. Enfermeira furou meu braço sei lá quantas vezes, o sangue derramava sobre o lençol. Quando a ocitocina começou a correr, a dor triplicou e imediatamente passei mal “vou vomitar”. Foram uma 3 ou 4 vezes. De tempos em tempos alguém vinha me examinar. Quanta dor e constrangimento eu sentia cada vez que enfiavam os dedos na minha vagina! “Daqui a pouco vou vir estourar sua bolsa” Fiquei sem reação imaginando como seria isso. Mas ufa, não foi necessário pois logo depois estourou espontaneamente. Outro toque e “dilatação total. Mãe, levanta que seu filho vai nascer” Eu não sentia nada diferente “se eu levantar meu bebê vai cair no chão” pensei. Mas levantei, fui andando empurrando meu próprio soro, com as pernas mais fechadas possível com a sensação de estar indo pro matadouro.

Me deitaram na maca gelada, pernas pra cima, posição ginecológica. Ficar assim aumentava muito minha dor, sentia todos os órgãos esmagarem, tentava virar de lado “mãe seu filho vai nascer agora, fica deitada com a barriga pra cima senão vou ter que te amarrar. Fica parada que eu vou dar um corte aqui”. Contrações vinham “agora faz força comprida pra botar essa criança pra fora” mais umas 3 contrações dessas e apareceu alguém que subiu na minha barriga pressionando forte e empurrou meu filho pra fora. Silêncio. Finalmente eu choro, um choro de alívio. Espero sentir meu filho no meu colo, mas ele não vem. O médico segura ele de cabeça pra baixo,dá um tapa no bumbum e ele chora. Alguém leva ele pra fora do meu campo de visão com mais sei lá quantos bebês que estavam nascendo ao mesmo tempo naquela sala, meu coração dispara “como vou saber qual é meu filho?”. Meu impulso é levantar. Sou contida pelas mãos da médica. “Ainda tem que sair a placenta pra eu te costurar” Escuto de longe o choro do meu filho misturado aos demais, aqueles minutos duram eternidade, quanto medo senti! Finalmente recebi meu filho todo embrulhado enquanto estava sendo costurada. Saí de lá, fui pro alojamento conjunto e meu marido teve que esperar o horário da visita para conhecer o filho dele. Tirando as agressões verbais, eu só fui reconhecer como violência os procedimentos que eu achava serem padrão de um atendimento ao parto normal (limitação de movimentos, privação de comida e água, ocitocina sintética, manobras de valsava e kristeller, episiotomia…) 10 anos mais tarde quando engravidei novamente e obtive informações essenciais e rede de apoio. Por isso estou aqui, entre lágrimas revivendo minha dor. Para dizer que um parto normal não se parece em nada com isso, isso é violência obstétrica. Para alertar o maior número de mulheres, para que elas conheçam e exijam seus direitos. Façam seu plano de parto, compartilhem informações com seus acompanhantes, se tiverem vontade tenham uma doula. Não deixe que ninguém transforme esse momento divino que é pra ser lindo, em algo traumático. Parto é amor. Busquem redes de apoio, se informem e se apoderem do seu próprio parto.”

Triste. Meus olhos se enchem de lágrimas. Mas é a realidade. E não achem que não acontece hoje em dia, acontece e muito. Infelizmente.

Parto Normal, Parto Natural e Parto Humanizado: São Iguais?

E então você chegou à conclusão de que o parto normal é a melhor escolha para você e seu bebê e ao pesquisar descobriu que tem um tal de parto natural e um parto humanizado e agora surge a dúvida: o que esses nomes querem dizer? São iguais? Qual é o melhor? Então vamos lá!

O parto normal quer dizer que será um parto vaginal. E ponto. É isso. Deveria ser normal. Deveria ser rotina. Deveria ser respeitado. Fomos feitas para parir dessa forma. Mas a história não é bem essa. E há muito tempo esse momento deixou de ser natural e passou a ser cheio de intervenções médicas completamente desnecessárias e contra as recomendações das organizações de saúde. Entre elas estão:

  • lavagem intestinal;
  • raspagem dos pêlos pubianos (tricotomia);
  • não ter liberdade de movimento durante o trabalho de parto;
  • não poder ingerir líquidos ou comer;
  • soro para acelerar as contrações (ocitocina sintética);
  • não poder escolher a posição para ter seu bebê (geralmente sendo obrigada a parir na posição ginecológica – litotomia);
  • anestesia (que interfere na evolução do trabalho de parto);
  • inúmeros toques vaginais;
  • rompimento da bolsa;
  • puxos dirigidos e forçados (equipe falando para fazer força quando a parturiente não sente vontade);
  • manobra de Kristeller (alguém empurrando a barriga da mulher);
  • corte no períneo (episiotomia);
  • corte precoce do cordão umbilical;
  • bebê separado da mãe para fazer os exames e tomar banho;

E o pior disso tudo? Um parto com todas essas intervenções, que hoje são classificadas como violência obstétrica, é considerado normal.

Nenhuma dessas intervenções citadas acima tem real necessidade em uma parturiente saudável com um bebê saudável. E mesmo que ela apresente algum risco tornando algumas delas necessárias, jamais deveriam ser praticadas de forma rotineira já que podem causar inúmeros malefícios.

Você sabia que a posição ginecológica é a pior para parir? Ela dificulta as contrações involuntárias do útero. Para solucionar esse problema – criado ali mesmo por não respeitar o natural, o fisiológico -, é necessário administrar hormônio sintético para acelerar essas contrações (ocitocina sintética). Sem liberdade para se movimentar e com a aceleração artificial das contrações, as dores do parto ficam mais intensas e entra em cena a anestesia. O coração do bebê tem queda dos batimentos cardíacos e é preciso acelerar seu nascimento. Como? Cortando o períneo (epsiotomia) e empurrando a barriga (manobra de kristeller), práticas já refutadas pela literatura científica, ou até mesmo indicando uma cesárea de emergência.

Então essa cascata de problemas é uma amostra da violência obstétrica que a parturiente está sofrendo e nem faz ideia, porque isso é considerado “normal”.

Mas vamos falar de coisa boa: o querido parto natural.

O parto natural é aquele sem essas intervenções desnecessárias. O trabalho de parto evolui de forma natural sem ser acelerado por hormônio sintético, assim a parturiente passa pelas fases de forma suportável e saudável para ela e para o bebê, não sendo necessária, na maioria das vezes, a anestesista (e quando tem real indicação, é aplicada uma analgesia que não tira o movimento das pernas e não interfere na evolução do trabalho de parto). A parturiente se movimenta, fica na posição que lhe é mais confortável. Na hora do nascimento, não é feito corte no períneo, não há puxo dirigido. Enfim, tudo flui de forma natural. Pode ser domiciliar ou hospitalar. Onde quiser. Lembrando que isso tudo é possível em uma gestação de baixo risco, claro.

E o parto humanizado?

O parto humanizado não é a via de nascimento, não é a questão de ser natural ou não. De ser na água ou não. De ser em casa ou não. É a questão do respeito. O respeito ao protagonismo da mulher naquele momento. O médico deve agir sempre com base científica e nunca em sua própria comodidade. Os profissionais envolvidos acompanham a fisiologia do parto e entendem as exigências e necessidades de cada mulher, respeitando o momento e não apenas clínicando com intervenções tecnológicas.

É proporcionado um ambiente agradável e confortável à mulher, respeitando suas vontades e sempre cuidando de sua saúde e do bebê, porém de forma respeitosa e não invasiva.

Obs: a LEI Nº 15.759, DE 25 DE MARÇO DE 2015 descreve o que é considerado humanizado no parto e o direito das mulheres nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado de São Paulo.

Mas uma cesárea (com real indicação, hein?) pode ser humanizada? Pode sim. Ela pode ser mais humana quando as luzes ficam mais baixas, quando se coloca a música escolhida para aquele momento, quando os braços da mãe não ficam amarrados e ela pode tocar seu bebê que foi passado imediatamente para seu peito e colocado para mamar, quando é respeitado aquele momento de vínculo entre os dois, quando se espera o cordão umbilical parar de pulsar. E assim por diante.

OK. Já deu pra ter uma ideia de que o parto humanizado é o parto dos sonhos, certo? Então por que ele raramente acontece?

Porque os médicos se acostumaram com as intervenções. Se acostumaram a acelerar o parto para não ter que esperar demais. Se acostumaram a colocar a mulher na posição ginecológica porque é a mais confortável para ELES. Se acostumaram a deixar o ambiente que mais os agradam e não com o que é melhor para a saúde da mulher e do bebê. E principalmente porque ganham pouco e não querem ficar horas em um único parto. Triste, não é?

Então como conseguir um parto respeitoso e humanizado? Vamos às opções:

  1. Contratar equipe humanizada.
  2. Casa de parto (que infelizmente não existe em todas as cidades/estados).
  3. Escolher um hospital público que tenha ações mais próximos do que chamamos de humanizado e respeite seu plano de parto.
  4. Escolher uma maternidade particular que entenda as práticas humanizadas e respeite seu plano de parto. (a mais difícil das 3)

Na primeira opção – equipe humanizada – é certo que você terá seu parto dos sonhos se escolher bem sua equipe que é formada por Ginecologista Obstetra, Enfermeira Obstétrica ou Obstetriz e doula e se possível Neonatologista também. Você irá para o hospital, mas a equipe será sua e só ela poderá decidir sobre seu parto. O hospital cede as instalações cobertas pelo convênio. Como também pode ser realizado um parto domiciliar. É caro? É MUITO CARO. Mas VALE CADA CENTAVO. Se você tiver convênio, pode verificar a possibilidade de reembolso. Muitas mulheres conseguem 100% do valor pago. Mas vamos aos fatos: quanto custa realmente?

  • Ginecologista Obstetra: de R$6.000 a R$12.000.
  • Enfermeira Obstétrica: de R$2.500 a R$3.500.
  • Doula: de R$1.000 a R$2.500
  • Neonatologista: de R$3.000 a R$4.500

É isso. Se não tiver condições de ter uma equipe, contrate pelo menos a doula. Ela é essencial nesse momento. Te dará um suporte que mais ninguém será capaz.

Ps: lembrando que para o parto domiciliar a equipe pode ser menor: enfermeira obstétrica, sua assistente e doula. O médico fica como plano B caso precise de uma transferência.

Na segunda opção – casa de parto-, você terá graaaandes chances de ter um parto lindo. Se tiver uma gestação de baixo risco (sem cesárea anterior, único bebê, sem pressão alta, etc) poderá procurar uma casa de parto e ter seu bebê lá. Em São Paulo temos a casa de parto Sapopemba e a Casa Ângela (muuuuito recomendada). Se tiverem outras de outros estados e quiserem indicar, fiquem à vontade. Lá você poderá ter seu bebê de forma natural com muito respeito.

Na terceira opção – hospital público -, é um pouco mais difícil, mas possível. Há alguns hospitais com programas de incentivo ao parto natural de forma humanizada. Em São Paulo temos o Amparo Maternal, em Belo Horizonte o Sofia Feldman. Faça seu plano de parto, que é um documento onde irá constar todas as suas vontades como rejeição à epsiotomia, alimentação, posições, etc. E exija seus direitos. Vá visitar antes, leve o plano de parto, questione, se informe, verifique se estão cientes e se cumprem a lei 15.759. Lute pelo seu parto. Infelizmente aqui no Brasil ainda é uma verdadeira luta conseguir o parto natural humanizado. Mas uma luta que vale a pena.

Na quarta opção – hospital particular -, é um pouco mais complicado. Eles não só não respeitam nada relacionado ao parto humanizado como não tem capacidade para realizá-lo. Então parir com equipe plantonista será uma roleta russa. Pode ser que tenha uma equipe que vai te apoiar ou uma que vai te indicar uma cesárea e ponto. Mas pode ser feito a mesma coisa que foi recomendado para o hospital público: visite, questione, faça o plano de parto e exija seus direitos.

Quanto mais pessoas tiverem consciência de que as práticas realizadas nos chamados partos normais, são na verdade violência obstétrica contra a mãe e o bebê, mais forte será a luta para mudar essa triste realidade. A informação fará toda a diferença. Mas como eu disse no post Parto normal ou Cesárea? é um caminho sem volta. Uma vez que você tem consciência disso tudo não tem como voltar atrás e encarar com naturalidade qualquer ação desnecessária e perigosa no seu parto. Então vamos lutar por um parto digno. É um momento que deve ficar na memória com muito amor e carinho e não sofrimento.

Beijo da Cá.

Fontes: https://www.gestacaobebe.com.br/como-funciona-o-parto-humanizado/amp/

https://www.amanascer.com/diferencas-parto-natural-parto-normal/

https://bebe.abril.com.br/gravidez/entenda-como-e-o-parto-humanizado/amp/

https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2015/lei-15759-25.03.2015.html

Parto normal ou Cesárea? (sem polêmica)

O assunto é muito polêmico. Parece que não podemos falar sobre a cesárea e compará-la ao parto normal. Não só podemos, como devemos! E via de parto não é “mãezímetro”. Não estou criticando ninguém que teve cesárea. Minha intenção é informar. É derrubar o pano que esconde a realidade dessa fantasia de que é uma coisa linda e sem riscos. Então vamos direto ao ponto!

Vamos começar falando dos índices no Brasil: a Organização Mundial de Saúde considera como razoável o número de 15% de cesáreas, mas de acordo com o os números de 2017, 55,5% dos partos realizado aqui resultam em cirurgia (sim! cesárea é uma cirurgia!). Na rede privada, esse número ultrapassa os 80%. E aí vem a pior notícia: o Brasil é o país campeão do mundo em cesáreas.

Qual é o problema disso? O problema está na realização da cesárea eletiva, ou seja, aquela agendada por opção, e a intraparto sem real necessidade. Vamos ilustrar: você está numa boa, tranquila e pensa “Humm… Acho que vou marcar uma cirurgia para semana que vem”. Não, isso não acontece. Seria um absurdo, afinal de contas, toda cirurgia tem riscos certo? Você só faz cirurgia se realmente precisa. E aí é que começa o problema do “sistema”. Vou falar mais sobre isso ao longo do post. Vamos focar em riscos e benefícios por enquanto.

Riscos da cesárea eletiva desnecessária:

Para as mães:

  • Infecção: pode ocorrer no local da incisão, no útero e em outros órgãos pélvicos como na bexiga.
  • Hemorragia ou aumento de perda sanguínea: há mais perda sanguínea na cesárea do que no parto vaginal. O que pode levar à anemia ou à transfusão de sangue.
  • Ferimentos nos órgãos: possível ferimento em órgãos como bexiga ou intestino.
  • Aderência: o tecido cicatricial pode se formar dentro da região pélvica causando bloqueio e dor. As adesões também podem levar a futuras complicações da gravidez, como a placenta prévia ou o descolamento da placenta.
  • Internação hospitalar prolongada: a estadia após a cesárea é de 3 a 5 dias se não houver complicações.
  • Tempo de recuperação prolongado: a quantidade de tempo necessário para a recuperação após uma cesariana pode variar de semanas a meses. A recuperação prolongada pode ter um impacto no tempo de vínculo com seu bebê (1 em 14 alegam dor na incisão seis meses ou mais após a cirurgia).
  • Reações a medicamentos: pode ocorrer reação negativa à anestesia administrada durante uma cesárea ou reação à medicação para dor administrada após o procedimento.
  • Risco de cirurgias adicionais: possível histerectomia, reparo da bexiga, por exemplo.
  • Reações emocionais: algumas mulheres que passaram por cesárea relatam que tiveram sentimentos negativos após a cirurgia e que tiveram problemas em criar vínculo inicial com o bebê.

Para os bebês:

  • Nascimento prematuro: se a idade gestacional não foi calculada corretamente, o bebê que nasce por cesárea agendada pode nascer muito cedo e com peso baixo.
  • Problemas respiratórios: quando nascido por cesárea, o bebê tem mais chances de ter problemas respiratórios. Alguns estudos mostram a existência de maior necessidade de assistência à respiração e cuidados imediatos após uma cesárea do que após um parto vaginal.
  • Índice de APGAR baixo: o baixo índice de APGAR pode ser devido à anestesia, sofrimento fetal antes do parto ou falta de estímulo durante o parto (o parto vaginal proporciona estímulo natural para o bebê enquanto ele está no canal). Bebês que nascem através de cesáreas são 50% mais propensos a terem índices de APGAR mais baixos do que os que nascem via parto vaginal.
  • Lesão fetal: muito raramente o bebê pode ser cortado durante a incisão (em média, 1 ou 2 bebês em cada 100 são cortados durante a cirurgia)

Sem falar do vínculo inicial com a mãe. A recomendação do ministério da saúde é de que o bebê seja colocado imediatamente após ao nascimento no colo da mãe, se não houver complicações. E esse ato também estimula a amamentação.

Alguns desses riscos também existem no parto normal, mas atente-se ao fato de que é sempre menor se comparado à cirurgia.

Mas você deve estar achando que sou super contra a cesárea, certo? NÃO! Eu acho essa intervenção cirúrgica maravilhosa e ela salva vidas (meu filho está aqui por causa dela). Mas o que precisa ser compreendido é que ela é uma cirurgia e só deve ser realizada se for necessária. Como saber se é necessária ou não?

Indicações REAIS:

  • Prolapso de cordão – com dilatação não completa.
  • Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo.
    Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial).
  • Apresentação córmica (situação transversa) – durante o trabalho de parto (antes pode ser tentada a versão).
  • Ruptura de vasa praevia (vasos fetais cruzando o segmento inferior uterino).
  • Herpes genital com lesão ATIVA no momento em que se inicia o trabalho de parto.

Podem acontecer, porém frequentemente são diagnosticadas de forma equivocada:

  • Desproporção cefalopélvica (DCP): o diagnóstico só é possível intraparto e não pode ser antecipado durante a gravidez.
  • Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é “frequência cardíaca fetal não tranquilizadora”).
  • Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais.

Pela grande variação do que é fisiológico, considera-se que não é necessário intervir para apressar um parto, independente de sua duração, quando mãe e bebê estão bem.

Abaixo situações especiais em que a conduta deve ser individualizada:

  • Apresentação pélvica
  • Duas ou mais cesáreas anteriores
  • Hiv/aids

Agora faltam as indicações FICTÍCIAS. Como assim, Carine? Pois é! Por falta de informação ou por pura conveniência, muitos médicos indicam cesáreas por MUITOS motivos que não existem, não tem base em evidência científica. Não vou citar todos aqui, mas aconselho a leitura no post da Melania Amorim onde ela cita 227 INDICAÇÕES FICTÍCIAS DE CESÁREA. E como ela diz, infelizmente não é piada.

As mais comuns são:

  • Cordão enrolado no pescoço.
  • Bacia muito estreita
  • Baixa estatura da mãe
  • Bebê grande demais
  • Bebê pequeno demais
  • Bolsa rota (bolsa que estourou)
  • Gravidez prolongada
  • Infecção urinária
  • “Passou do tempo”
  • Bebê que não encaixa antes do trabalho de parto
  • Colo fechado antes do trabalho de parto

E a lista é imensa.

E a causa disso é aquele “sistema” que falei lá no começo. O médico ganha pouco do convênio, não quer ficar esperando horas e horas um trabalho de parto, prefere trabalhar das 8h às 17h e assim segue a rotina de fazer cesárea agendada por puro comodismo. Não querem se atualizar, não querem o melhor das suas pacientes. É triste, mas é a realidade.

Bom… Acho que deu para ter uma ideia porque o movimento contra a cesárea eletiva só cresce, certo? É mais arriscado, não faz bem pra ninguém (exceto para o médico que vai poder curtir o feriado) e vai contra as recomendações das organizações de saúde do mundo.

Então SE INFORME! Pense no bem estar do seu bebê e no seu também.

E se chegou à conclusão de que o parto normal é a melhor escolha mas tem medo de tudo o que já ouviu ou vou sobre os partos “normais” por aí, eu recomendo a leitura do próximo post. Vou falar sobre violência obstétrica e as diferenças entre um parto normal e um parto natural humanizado. E aí esse medo tem grandes chances de ir embora! Combinado?

Beijo da Cá!

Fontes:

http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html?m=1

http://americanpregnancy.org/labor-and-birth/cesarean-risks/

http://www.brasil.gov.br/saude/2015/03/conheca-os-riscos-de-uma-cesariana-desnecessaria

“Estou grávida! E agora?”

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E então você recebe seu positivo. Você está grávida! Pode ser um momento muito feliz se era isso o que você queria e planejava, mas também pode ser confuso se foi uma surpresa. Geralmente, quem está planejando já fez exames, já leu um monte de artigos, livros, etc. Mas independente de como e quando você recebeu essa notícia, acho MUITO, mas MUITO importante você pensar no seu parto. Por que? É a chegada do seu bebê ao mundo. Seus primeiros minutos aqui fora. E esse momento deve ser respeitoso e deve ficar na sua memória com muito carinho.

“Ok, Carine. Já pensei nisso. Vou marcar minha cesárea com o melhor médico da região, no melhor hospital quando completar 38 semanas.”

Certo. Entendo que você pode pensar que está fazendo o melhor para o seu filho(a) e se quer continuar pensando assim, sugiro parar a leitura aqui. Se quiser entrar num mundo lindo novo e talvez sem volta, continue! Lembrando que não é um post que tem por objetivo criticar quem faz essa opção, mas quero te dar informações e você decide o que fazer com ela, ok?

Espero que continue! 😃

Primeira lição de casa para toda grávida: ASSISTA AO DOCUMENTÁRIO “O RENASCIMENTO DO PARTO.”

Esse documentário mudou e continua mudando a vida de muita gente! E que lindo está sendo isso! Nele você vai entender que você pode ser a protagonista do seu parto, que o seu bebê merece vir ao mundo somente quando estiver pronto e que o parto natural é lindo, sim! Infelizmente, ter um parto natural e digno no Brasil é um grande desafio. Países desenvolvidos são pioneiros e apoiam esse tipo de parto, como a Holanda, por exemplo. Então, para conseguirmos isso, precisamos de muito estudo, pesquisa, se possível uma equipe humanizada de confiança, e MUITO conhecimento sobre o que é seu direito nesse momento.

Por que escolher uma equipe humanizada e o que isso significa? Uma equipe humanizada vai te respeitar em todos os sentidos e vai respeitar seu filho também. O médico vai acompanhar seu parto e não realizá-lo, pois quem irá parir será você! Não vai fazer nenhuma violência obstétrica (farei um post só sobre elas), vai te informar sobre tudo o que for fazer, não vai marcar uma cesárea sem real necessidade para poder curtir o feriado e o mais importante: vai colocar a sua saúde e a vida o do seu bebê em primeiro lugar mas sempre se baseando em evidências científicas.

Então, após assistir ao documentário, se chegar à conclusão de que é isso o que quer pra você, comece a procurar por médicos realmente humanizados. Indico os grupos no Facebook chamados Cesárea? Não, obrigada! e Parto Natural. Lá você vai encontrar indicações de equipes, relatos de parto, etc.

E aí você me diz: “mas meu médico me promete tudo isso, Carine.” Ok, então te convido a ler meu próximo post no qual vou explicar os benefícios do parto natural, quando possível, para você e para o bebê e o risco de uma cesárea agendada sem indicação real e aí você terá informações para questionar as decisões dele e poderá decidir o que for melhor para você e seu bebê. Não pense que “ele é médico, estudou pra isso e não deve ser questionado porque ele sabe o que faz”, pois a realidade não é bem essa, infelizmente. E no próximo post você entenderá como tudo é uma cascata que começa com o nascimento inadequado e vai te trazendo inúmeros problemas que poderiam ser evitados.

Então é isso. Espero que goste de conhecer esse mundo novo que te garanto: É CHEIO DE AMOR!

Fique à vontade para comentar e perguntar o que quiser.

Beijo da Cá!

Mais um blog sobre maternidade?

Você pode estar pensando assim. Então vou explicar porque decidi criar um blog voltado a esse tema se já existem tantos outros.
1) INFORMAÇÃO BOA NUNCA É DEMAIS
2) Percebi que ainda há MUITAS pessoas que não conhecem nada ou muito pouco sobre a humanização do parto e afins.
3) Meu círculo de pessoas pode não ser o mesmo círculo da outra coleguinha blogueira e a informação pode chegar através do Nasce Amor.
4) A intenção aqui é compartilhar as MINHAS experiências, informações com base científica e opiniões de profissionais que me identifico. Então, as informações nunca serão exatamente as mesmas.

Espero que vocês participem daqui! Comentem, perguntem, critiquem… Sintam-se em casa. 💛